O Money20/20 reúne as mentes mais brilhantes do setor de fintech para compartilhar as ideias e estratégias que estão moldando o futuro do setor de crédito.
Este ano, a Taktile teve o privilégio de interagir com diversos especialistas, e as conversas foram extremamente esclarecedoras. Aqui, sintetizamos as principais lições aprendidas, oferecendo um roteiro para que as instituições financeiras conquistem seus mercados em 2024.
Para alcançar a diferenciação no mercado, a propriedade intelectual (IP) essencial deve ser o foco principal
Esse foi um tema importante na Money20/20: concentrar-se em desenvolver o que realmente diferencia sua empresa, ao mesmo tempo em que se aproveita soluções externas para todo o resto. Para se manterem competitivos, os credores — sejam bancos ou fintechs — devem apostar fortemente no desenvolvimento de produtos excepcionais.
Em um setor em que a hiperpersonalização de preços e produtos para os clientes finais cresce a passos largos, o foco principal das instituições financeiras continua sendo o desenvolvimento de fontes de dados internas e externas, a realização de testes com heurísticas e o aprimoramento de modelos proprietários.
Conversamos com Sara de la Torre, diretora de serviços financeiros da Dun & Bradstreet, que afirmou: “A hiperpersonalização das soluções financeiras é um importante diferencial competitivo no setor de empréstimos empresariais. Nos próximos anos, prevemos um mercado muito mais proativo e orientado por insights, capaz de oferecer de forma integrada um leque mais amplo e contínuo de oportunidades.”
Isso significa que uma pilha de tecnologias ágil deve ser um requisito básico
Tendo em vista essa filosofia orientadora, o consenso entre os especialistas é claro: a abordagem tradicional e onerosa em termos de recursos para a implementação de mudanças no setor financeiro está ultrapassada.
Em um debate perspicaz, Thea Loch, diretora de otimização do Lloyds Banking Group, destacou que a forma como as organizações financeiras têm se transformado até agora depende excessivamente dos recursos. Essa abordagem não as levará mais aonde precisam chegar e não acompanhou o ritmo do mundo ao nosso redor.
Isso significa que uma infraestrutura tecnológica ágil não é mais um diferencial; é uma necessidade.
As organizações devem investir em tecnologia que permita mudanças rápidas e inovação, para que possam se concentrar no que fazem de melhor: combinar a expertise interna com dados e modelos próprios para oferecer produtos e serviços excepcionais em seus mercados.
Esse investimento é fundamental para se manter à frente em um setor onde a rapidez e a capacidade de adaptação podem fazer a diferença entre liderar e ficar para trás.
“É extremamente importante acertar na velocidade e nos dados exclusivos. Na Liberis, o fato de termos acertado nesses dois pontos nos ajudou a nos tornarmos um dos líderes do mercado global”, afirma Maarten van der Putten, diretor de Vendas Corporativas e Parcerias da Liberis.
Líderes do setor apostam em parcerias e em tecnologia externa
Com essa mudança de mentalidade, os especialistas destacam que esperam ver mais organizações adotando parcerias em sua estrutura operacional.
Como explica Maarten van der Putten: “No mundo dos empréstimos B2B, acredito que veremos muito mais parcerias surgindo nos próximos anos. As empresas passarão a adquirir tecnologia em vez de desenvolvê-la internamente para se manterem atualizadas.”
Para conhecer a opinião de um fundador sobre esse assunto, conversamos informalmente com Ingmar Stupp, cofundador da Tilta, uma plataforma europeia de infraestrutura de pagamentos B2B. Ingmar compartilha suas reflexões sobre o dilema entre desenvolver ou adquirir que as instituições financeiras enfrentam:
Nossa principal conclusão da Money20/20: À medida que o panorama financeiro continua a evoluir, a agilidade, a inovação e a disposição para experimentar serão os fatores que diferenciarão as instituições financeiras líderes. Adotar uma cultura de rápida adaptação e parcerias estratégicas será essencial para o sucesso no mundo em constante mudança dos serviços financeiros.