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Como as novas fontes de dados ajudam os credores a impulsionar o crescimento do lucro

Crédito29 de nov. de 2022

Com os juros altos continuando a pressionar a economia global, o maior desafio dos credores hoje é a rentabilidade.

A maior oportunidade que os credores têm de aumentar a rentabilidade está na seleção de risco: decidir a quem conceder empréstimos e a que preço. Por isso, para se manterem à frente no cenário atual, os credores precisam ser capazes de ajustar continuamente suas decisões de risco. No entanto, para fazer isso com eficácia, é preciso agir com base em dados.

Ao usar fontes de dados confiáveis em seus processos de decisão, os credores conseguem fazer avaliações de crédito precisas e bem fundamentadas e automatizá-las em escala. Com isso, podem reduzir suas taxas de perda, expandir seus produtos atuais com risco controlado e lançar novos produtos de crédito com confiança.

Este artigo trata das fontes de dados mais valiosas que os credores usam hoje e de como as integram para impulsionar um crescimento rentável.

Principais conclusões

  • Os credores mais avançados estão usando novas fontes de dados para otimizar as decisões de crédito e aumentar a rentabilidade no atual cenário de juros altos
  • No crédito ao consumidor, os dados de bureaus de crédito são a fonte mais consolidada e dão aos credores uma visão imediata do histórico de crédito do tomador
  • Para consumidores com histórico de crédito limitado e para empréstimos a pequenas empresas, os credores usam cada vez mais dados de open banking para avaliar o comportamento financeiro e tomar decisões de crédito mais inclusivas
  • Além disso, os credores de PMEs mais avançados estão se conectando a provedores de dados contábeis para obter informações em tempo real sobre a situação financeira de uma empresa e conceder crédito a um grupo mais amplo de empresas
  • Em mercados mal atendidos pelas instituições financeiras tradicionais, onde há pouca informação financeira tradicional, os credores usam fontes de dados alternativas, como dados de celular, para avaliar a capacidade de crédito do tomador e promover a inclusão financeira
  • Para integrar essas fontes de dados a fluxos automatizados de decisão de crédito, os credores usam a Taktile - uma plataforma de software que elimina o improviso nas decisões de crédito e oferece aos credores integrações de dados contínuas, sem nenhuma manutenção

Que fontes de dados os credores estão usando nas decisões de crédito?

Dados de bureaus de crédito

Casos de uso relevantes: Crédito ao consumidor e crédito comercial

Os dados de bureaus de crédito são uma das fontes mais consolidadas à disposição dos credores. Ao revisar scores de crédito e dados de relatórios de crédito, eles entendem de imediato o histórico financeiro do tomador. Como os credores muitas vezes são obrigados a consultar essas informações antes de aprovar um empréstimo, costuma ser a primeira fonte de dados usada na decisão.

A peça central de um perfil de crédito é o score de crédito, como o FICO (Estados Unidos) ou o SCHUFA (Alemanha). Calculado com base no comportamento de crédito anterior do tomador, o score indica a probabilidade de ele não pagar um empréstimo.

No entanto, se o tomador tem pouco ou nenhum histórico de crédito, seu score será baixo por padrão. Por isso, os credores costumam combinar os dados de score com dados de relatórios de crédito, que trazem informações detalhadas sobre todos os empréstimos que o tomador já obteve, para ter uma visão mais granular do histórico financeiro e dos atrasos anteriores do cliente. Esses detalhes permitem distinguir entre solicitantes sem histórico de crédito e aqueles com histórico de atraso no pagamento dos empréstimos.

Para integrar esses dados à tomada de decisão, os credores usam provedores de dados como a CRS, que coleta e agrega dados de todos os principais bureaus de crédito dos Estados Unidos. Indo além, os credores também podem recorrer a fornecedores de software que permitem usar esses dados diretamente ao montar fluxos de decisão automatizados para fazer essas verificações em escala.

Por exemplo, a Taktile permite que a Nelly lance rapidamente sua primeira oferta de crédito e cuida de todas as integrações de dados necessárias, para que a Nelly não precise se preocupar com isso.

Dados de open banking

Casos de uso relevantes: Crédito ao consumidor e crédito comercial

Até pouco tempo atrás, avaliar com precisão o risco de clientes com histórico de crédito limitado exigia coleta manual de dados ou simplesmente era impossível. O open banking mudou isso.

Com o open banking, os credores acessam diretamente os dados da conta bancária do cliente e obtêm informações em tempo real sobre sua situação financeira, independentemente do histórico de crédito. Com isso, os credores estão impulsionando uma nova onda de inclusão financeira em vários segmentos de tomadores, como imigrantes, jovens e autônomos.

Embora o open banking ofereça uma visão rica da situação financeira atual do cliente, os dados da conta bancária precisam ser organizados e agregados antes de gerar insights relevantes. Isso porque os dados brutos de transações precisam ser transformados em KPIs acionáveis, como projeções de fluxo de caixa.

Felizmente, há fornecedores de software que vão além de entregar dados brutos de transações e interpretam esses dados para os credores. A Plaid é a maior provedora de open banking do mundo e entrega aos credores dados brutos e “sinais” prontos sobre o comportamento financeiro dos clientes.

Os credores também podem usar plataformas de decisão como a Taktile para ir um passo além e criar sinais personalizados, mais preditivos da saúde financeira de segmentos de clientes específicos, como startups pré-receita.

Por exemplo, a Moss, uma fintech B2B que oferece produtos de crédito para PMEs, usa a Taktile para criar sinais de underwriting altamente preditivos para seus segmentos de clientes específicos a partir de dados brutos de transações fornecidos por provedores de open banking. Com isso, a Moss promove a inclusão financeira entre as PMEs na Europa, historicamente mal atendidas pelas instituições financeiras tradicionais.

Dados contábeis empresariais

Caso de uso relevante: Crédito para PMEs

No crédito para PMEs, os dados de bureaus de crédito tendem a ser mais escassos por dois motivos. Muitos países simplesmente não têm bureaus de crédito para empresas. E, mesmo onde existem, empresas mais novas muitas vezes não têm histórico de crédito consolidado. Além disso, as demonstrações financeiras auditadas de empresas mais antigas, que podem estar disponíveis em registros públicos de empresas, podem ter até 18 meses de defasagem.

A rápida adoção de provedores de software contábil como a Xero abriu uma nova oportunidade para os credores. Além disso, permitiu que agregadores de dados contábeis se conectassem a esses provedores e possibilitassem aos credores usar dados contábeis em tempo real (como demonstrações de resultados, balanços patrimoniais e mais) para entender de imediato a situação financeira de uma empresa.

Com o nível de detalhe que os dados contábeis em tempo real oferecem, os credores conseguem avaliar melhor a capacidade de crédito de empresas mais novas e menores e apresentar a elas ofertas de empréstimo altamente competitivas.

O fornecedor mais consolidado para ajudar os credores a melhorar o underwriting de PMEs é a Codat, que combina dados contábeis com dados de open banking para gerar insights poderosos que os credores podem integrar à tomada de decisão.

Fontes de dados alternativas

Casos de uso relevantes: Crédito ao consumidor e crédito comercial

Em lugares onde as pessoas têm acesso limitado a serviços financeiros tradicionais, os credores muitas vezes não conseguem usar credit scoring e dados de open banking para avaliar o risco de novos tomadores. Em vez disso, recorrem a fontes de dados alternativas, que trazem novos insights e permitem conceder crédito a esses segmentos historicamente mal atendidos.

Por exemplo, os dados de celular, como posicionamento do dispositivo, uso e conexões pessoais, são uma fonte de dados alternativa em rápido crescimento que ajuda os credores a identificar comportamento fraudulento e avaliar a capacidade de crédito de potenciais clientes.

Como é muito complexo extrair e interpretar dados baseados em celular, os credores geralmente precisam fazer parceria com fornecedores de software que gerem esses insights para eles. A CredoLab é um desses fornecedores: ela gera sinais de underwriting a partir de dados de celular, permitindo que os credores avancem com confiança em segmentos de clientes ainda inexplorados. Ou, como alternativa, os credores podem usar plataformas automatizadas de decisão de crédito.

Por exemplo, a Branch, uma instituição de microcrédito em mercados emergentes, usa a Taktile para hospedar algoritmos de machine learning que analisam milhares de pontos de dados gerados a partir de dados de smartphone e oferecer propostas de empréstimo instantâneas aos clientes. Com isso, a Branch está na vanguarda da inovação financeira em comunidades mal atendidas da África e da Índia.

O que os credores devem considerar ao escolher fontes de dados?

A escolha da fonte de dados certa depende de quem é o seu cliente. Por exemplo, se você tem um produto de crédito para clientes mais velhos e com maior patrimônio, talvez baste olhar os dados de bureaus de crédito para avaliar o risco com eficácia. Mas e os clientes sem histórico de crédito consolidado? Com estudantes, por exemplo, os credores talvez precisem recorrer a fontes de dados alternativas, como o open banking.

Na prática, os credores criam uma cascata de fontes de dados, em que consultam vários provedores em sequência, conforme a informação necessária para avaliar o risco de cada cliente.

Encontrar o equilíbrio certo entre otimizar a avaliação de risco, o custo de cada fonte de dados adicional e a experiência do tomador é fundamental. Ao usar mais de uma fonte de dados, é importante considerar as etapas adicionais que isso gera para o solicitante (como entrar na conta bancária por meio do open banking). Isso pode levar clientes a desistir de concluir o pedido de empréstimo. Por isso, o ideal é usar várias fontes de dados apenas quando a primeira não permite uma avaliação de risco precisa o bastante.

Como começar a usar fontes de dados para tomar decisões de crédito melhores

Incluir uma fonte de dados no seu processo de decisão de crédito exige tempo e esforço para implementar e manter. Além disso, extrair insights relevantes delas pode ser desafiador.

Em geral, quanto mais valiosas as fontes de dados, mais difíceis de usar. O motivo é simples: fontes que fornecem grandes volumes de dados brutos (como as transações bancárias no open banking) exigem muito processamento para gerar KPIs preditivos que os credores possam usar nas decisões de crédito. Dada a enorme carga que esse processo impõe às equipes internas de engenharia, é fundamental escolher um provedor de tecnologia que simplifique essa tarefa.

Para aliviar essa carga, credores do mundo todo usam a Taktile, um fornecedor de software que elimina o improviso nas decisões de crédito e oferece aos credores integrações de dados contínuas, sem nenhuma manutenção.

De dados de bureaus de crédito prontos para uso a KPIs altamente personalizados gerados a partir de dados brutos, a Taktile cuida da implementação para você. Mais ainda: os tomadores de decisão podem usar a interface no-code da Taktile para criar, testar e ajustar fluxos de decisão automatizados e tomar decisões baseadas em dados, em escala, que impulsionam a rentabilidade.

Perguntas frequentes (FAQs)

Novas fontes de dados, como open banking, dados contábeis e metadados de celular, ajudam os credores a ir além dos scores tradicionais de bureaus de crédito. Elas permitem decisões de crédito mais rápidas e inclusivas, que reduzem a inadimplência e aumentam a rentabilidade.

Perguntas frequentes

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