2023: as 5 principais tendências do próximo capítulo das fintechs
22 de dez. de 2022
Depois de um 2022 desafiador, as fintechs estão mudando de rumo para o novo ano. O sucesso será definido pela rentabilidade, e não pelo crescimento a qualquer custo, o que significa que as fintechs terão que trabalhar mais do que nunca para otimizar seus processos, reduzir riscos e tomar decisões altamente eficazes.
À medida que o ano chega ao fim, destacamos cinco tendências-chave que trarão mudanças transformadoras ao setor de fintechs em 2023.
Principais conclusões
- O crescimento das fintechs vai se acelerar em mercados emergentes, impulsionado por dados alternativos e stacks tecnológicas baseadas em SaaS que permitem às empresas oferecer produtos mais avançados.
- O embedded lending está prestes a se tornar um diferencial comum, à medida que empresas de todos os setores incorporam o financiamento às jornadas dos clientes para criar propostas de valor fluidas e personalizadas.
- O buy-now-pay-later vai migrar cada vez mais dos consumidores para as empresas, com provedores buscando margens e rentabilidade maiores por meio de soluções flexíveis de financiamento B2B, sob medida para transações complexas.
- O crédito para PMEs será destravado pelo open finance, com credores usando dados contábeis, bancários e alternativos para tomar decisões de crédito automatizadas, inclusivas e eficientes em custo.
- A infraestrutura de tomada de decisão definirá a vantagem competitiva, já que as fintechs dependem de machine learning e de experimentação orientada por dados para otimizar risco, compliance e rentabilidade em escala.
1. Crescimento acelerado das fintechs em mercados emergentes
Uma onda de fintechs apoiadas em stacks tecnológicas baseadas em SaaS e dados alternativos
Um fator crítico de sucesso para as fintechs no cenário econômico do próximo ano será a capacidade de resolver de fato os problemas dos clientes. Um mercado repleto de oportunidades para entregar valor real e atender necessidades urgentes dos clientes são os mercados emergentes.
Por exemplo, em mercados que ainda usam muito dinheiro em espécie, como África e América Latina, as fintechs estão aderindo aos movimentos pró-digitalização para criar serviços financeiros para segmentos de clientes mal atendidos. E isso não se limita às fintechs. A Visa, por exemplo, anunciou recentemente o plano de investir US$ 1 bilhão na África nos próximos cinco anos, em resposta ao rápido crescimento dos pagamentos eletrônicos.
Insights:
- Agora que os níveis de investimento em mercados emergentes estão no ponto mais alto da história, a infraestrutura dos serviços financeiros entrou em uma nova fase de desenvolvimento.
- Essa infraestrutura em crescimento permitirá que as fintechs ofereçam produtos mais avançados, como crédito para varejo e PMEs e banking as a service. Por exemplo, a Belvo já permite que fintechs se conectem a dados de open finance para impulsionar a inclusão financeira na América Latina.
- À medida que os clientes ganham mais autonomia digital nesses mercados, as fintechs vão depender cada vez mais de dados alternativos, como metadados de celular, para minimizar o risco e criar ofertas altamente personalizadas. A Branch já é uma das fintechs na vanguarda desse movimento em mercados emergentes.
2. Embedded lending: a corrida pela conveniência
Demanda sem precedentes leva as fintechs a uma nova era de proposta de valor em crédito
Só nos EUA, a receita anual de embedded lending deve crescer para US$ 13 bilhões até 2026, segundo estimativas. Por quê? As pessoas preferem usar serviços embutidos no próprio fluxo de compra.
Como as empresas globais ampliam os limites de tempo e velocidade de atendimento, poder oferecer opções de crédito imediatas aos clientes empresariais durante o ciclo de vendas será um diferencial crucial a caminho do novo ano. Mais ainda, o embedded lending permite que qualquer empresa se torne uma fintech, gerando receita extra com serviços financeiros.
Insights:
- O embedded lending terá uma demanda sem precedentes (tanto de consumidores quanto de empresas), o que criará oportunidades para novas fintechs parceiras oferecerem soluções o mais fluidas e seguras possível.
- Dentro do embedded lending, as fintechs vão se concentrar em construir propostas específicas para consumidores e empresas que gerem valor em diferentes segmentos, nos níveis de cliente, plataforma e regulação. A Tilta (foco na Europa) e a Kontempo (foco na América Latina), por exemplo, são provedoras que permitem que qualquer marketplace B2B se torne um credor.
- Usar análises de dados avançadas e machine learning permitirá que os credores embedded se diferenciem e ofereçam produtos financeiros personalizados e de primeira linha.
3. A migração do buy-now-pay-later do B2C para o B2B
O foco passa dos consumidores para as empresas em busca de crescimento em 2023
Os provedores de buy-now-pay-later (BNPL) causaram impacto no setor de fintechs este ano, e não há dúvida de que os consumidores continuarão a recorrer a eles em 2023. Mas, no cenário macroeconômico atual, os provedores de BNPL B2C estão vendo a inadimplência aumentar, já que a capacidade de pagamento dos consumidores está sob pressão. Para continuarem rentáveis, as fintechs desse segmento precisam buscar caminhos de crescimento novos ou adicionais.
Até pouco tempo atrás, os provedores de BNPL evitavam o segmento B2B por causa do risco maior e da complexidade das transações, como ciclos de venda mais longos e mais customização. Mas ele representa uma enorme oportunidade de crescimento para esses provedores. É um mercado em grande parte inexplorado, e a demanda das empresas por opções de pagamento mais flexíveis cresce rapidamente.
Insights:
- Esperamos ver uma consolidação dos principais players de BNPL B2C, à medida que aumenta a pressão por maior rentabilidade no cenário macroeconômico atual.
- Os valores maiores das transações entre empresas dão margens mais altas aos provedores de BNPL e, portanto, mais oportunidades de crescimento rentável em 2023.
- Como resultado, os provedores de BNPL terão incentivo para estar na vanguarda da inovação em pagamentos B2B, lançando soluções específicas por setor que ampliem o acesso das empresas a financiamento.
4. PMEs: o santo graal do crédito é destravado
A migração para o open finance permite que os credores ampliem suas ofertas para PMEs
Até pouco tempo atrás, as PMEs eram, em grande parte, mal atendidas pelos credores em todo o mundo. Isso porque é mais difícil avaliar o risco de crédito quando há pouco ou nenhum histórico e fluxos de receita e despesa heterogêneos, especialmente em comparação com empresas maiores ou mais consolidadas.
A crescente adoção do open banking e a mudança transformadora rumo ao open finance mudaram o jogo para os credores. Com o apoio de provedores inovadores de dados de open finance, os credores agora conseguem avaliar com precisão o risco das PMEs para oferecer produtos financeiros personalizados e, assim, impulsionar a inclusão financeira nesse segmento.
Insights:
- Isso inclui agregar insights de dados contábeis, de open banking e de fontes alternativas, como avaliações do Google, análises do LinkedIn e análise de sentimento no Twitter, para tomar decisões de crédito mais inclusivas.
- Para as fintechs, isso significa uma redução considerável nos custos de processos manuais no crédito para PMEs; para as PMEs, significa solicitações mais rápidas e transparentes e maior chance de aprovação.
5. Uma adição crítica à stack das fintechs: a tomada de decisão
Usar dados e machine learning é a chave para o crescimento rentável
Com as fintechs entrando no novo ano em um cenário econômico alterado, ser resiliente e adaptável nunca foi tão importante. Embora continuem desafiando as instituições tradicionais com seus processos enxutos, não bastará às fintechs oferecer experiências únicas ao cliente para gerar crescimento.
Em vez disso, otimizar processos e gerenciar o risco de forma eficaz é o que vai diferenciar as fintechs e permitir que cresçam com rentabilidade. Portanto, para que qualquer tendência tenha impacto real em 2023, as fintechs precisam ter abordagens de primeira linha para tomar decisões.
Insights:
- Para responder rapidamente às mudanças do mercado e otimizar continuamente a avaliação de risco, as fintechs terão que usar novas fontes de dados, como metadados de celular em aprovações de KYC, para tomar decisões automatizadas e orientadas por dados que impulsionem o crescimento.
- As fintechs vão depender cada vez mais de machine learning em suas decisões, o que revolucionará a forma como avaliam e otimizam risco, compliance, fraude e muito mais.
- Provedores de SaaS (como a Taktile) facilitarão para as fintechs a integração de processos de decisão de última geração à sua stack tecnológica e, assim, o ajuste da seleção de risco e o lançamento de produtos com mais rapidez para alcançar um crescimento rentável em 2023.
Taktile: a principal provedora de software para decisões de risco
Credores de ponta no mundo todo usam a Taktile, provedora líder de software que ajuda os credores a crescer com rentabilidade, permitindo que times técnicos e não técnicos criem, avaliem e iterem rapidamente fluxos de decisão automatizados que combinam regras de especialistas e modelos preditivos.
Além disso, a Taktile permite que quem toma decisões experimente continuamente e faça avaliações de risco altamente precisas por meio de integrações de dados fluidas, que não exigem nenhuma manutenção. De dados de bureaus de crédito prontos para uso a KPIs altamente personalizados gerados a partir de dados brutos de transações, a Taktile cuida da implementação para você.